Segundo Paulo Freire “ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. Partindo dessa preposição, o conhecimento vai muito além e perpassam os muros das unidades de ensino seja ele básico, médio e “superior”.
É interessante quando uma nova turma entra em alguns ambientes de ensino “superior”, escuta os discursos que denotam as mudanças que ocorrerão em sua vida. Atualmente, as pessoas que conseguem vencer as etapas excludentes e entrar no ensino “superior” são consideradas de elitista, visto que, nem todos têm privilégio de tal conquista e titulação.
Sendo assim, formando desde a aula inaugural um processo que Rubem Alves chama de (de)formação do individuo, que por ter a oportunidade de está nesse espaço, acaba sentindo-se melhor e detentor do conhecimento e assim passa a eliminar os que não estão em situação igual a sua. Até mesmo o nome ensino “superior” estimula esse processo afastamento entre os que estão no meio acadêmico e os que não estão.
No entanto, os atores educativos esquecem que a teoria sem prática é mórbida e a prática sem o conhecimento teórico consegue penetrar diversos espaços. Dessa forma, muitos graduandos saem das suas escolas de ensino achando que sabem tudo. Realidade mais evidente nos cursos de licenciatura os quais exigem estágio em sala de aula. Muitos contestam a prática do professor que está a diversos anos imbuídos na área, achando que por terem feito um curso “superior” é melhor que ele, que não fez ou tem muito tempo que passou pela experiência.
Rubem Alves, no livro “Conversas sobre a Educação” manifesta uma preocupação quanto as unidades de ensino “superior”, ao relatar que as “universidades (de)formam pessoas cheias de sonhos”, caso o individuo não tenha cuidado ela o padroniza, o coloca na fôrma e depois de quatro anos a desenforma.
Existe um provérbio que diz: “Ninguém é tão inteligente que não tenha a aprender, ou tão burro que não tenha a ensinar”, o homem do campo vive à margem da sociedade e sempre fora tido como um “ignorante” por não deter conhecimentos científicos, mas este mesmo não o tendo conhece as diferenciações climáticas e apontam previsões de chuvas precisas, entende de plantação, colheita, reconhecem períodos de seca, através da leitura da natureza. Existe um paradoxo é essa linha que nos divide, é essa linha que nos humaniza a entender que como seres em constantes transformações, somos aprendentes e aprendizes sempre.
Portanto, o conhecimento que as escolas não ensinam, as situações que elas não preparam só as circunstâncias da vida podem ensinar. No entanto, para isso acontecer precisamos ter humildade e reconhecer que não somos os únicos detentores do saber; estamos em constante aprendizagem. Não podemos deixar as unidades de ensino nos (de)formarem, nos elitizarem, é preciso ter maturidade para entender que existe um universo de informações e conhecimentos que certamente não aprenderemos nas academias, e sim nas escolas da vida.
Stelina Vasconcelos
Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus XVI.
e-mail: stelinavasconcelos@hotmail.com
blog: http://stelina-vasconcelos.blogspot.com/
É interessante quando uma nova turma entra em alguns ambientes de ensino “superior”, escuta os discursos que denotam as mudanças que ocorrerão em sua vida. Atualmente, as pessoas que conseguem vencer as etapas excludentes e entrar no ensino “superior” são consideradas de elitista, visto que, nem todos têm privilégio de tal conquista e titulação.
Sendo assim, formando desde a aula inaugural um processo que Rubem Alves chama de (de)formação do individuo, que por ter a oportunidade de está nesse espaço, acaba sentindo-se melhor e detentor do conhecimento e assim passa a eliminar os que não estão em situação igual a sua. Até mesmo o nome ensino “superior” estimula esse processo afastamento entre os que estão no meio acadêmico e os que não estão.
No entanto, os atores educativos esquecem que a teoria sem prática é mórbida e a prática sem o conhecimento teórico consegue penetrar diversos espaços. Dessa forma, muitos graduandos saem das suas escolas de ensino achando que sabem tudo. Realidade mais evidente nos cursos de licenciatura os quais exigem estágio em sala de aula. Muitos contestam a prática do professor que está a diversos anos imbuídos na área, achando que por terem feito um curso “superior” é melhor que ele, que não fez ou tem muito tempo que passou pela experiência.
Rubem Alves, no livro “Conversas sobre a Educação” manifesta uma preocupação quanto as unidades de ensino “superior”, ao relatar que as “universidades (de)formam pessoas cheias de sonhos”, caso o individuo não tenha cuidado ela o padroniza, o coloca na fôrma e depois de quatro anos a desenforma.
Existe um provérbio que diz: “Ninguém é tão inteligente que não tenha a aprender, ou tão burro que não tenha a ensinar”, o homem do campo vive à margem da sociedade e sempre fora tido como um “ignorante” por não deter conhecimentos científicos, mas este mesmo não o tendo conhece as diferenciações climáticas e apontam previsões de chuvas precisas, entende de plantação, colheita, reconhecem períodos de seca, através da leitura da natureza. Existe um paradoxo é essa linha que nos divide, é essa linha que nos humaniza a entender que como seres em constantes transformações, somos aprendentes e aprendizes sempre.
Portanto, o conhecimento que as escolas não ensinam, as situações que elas não preparam só as circunstâncias da vida podem ensinar. No entanto, para isso acontecer precisamos ter humildade e reconhecer que não somos os únicos detentores do saber; estamos em constante aprendizagem. Não podemos deixar as unidades de ensino nos (de)formarem, nos elitizarem, é preciso ter maturidade para entender que existe um universo de informações e conhecimentos que certamente não aprenderemos nas academias, e sim nas escolas da vida.
Stelina Vasconcelos
Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus XVI.
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[url=http://www.salobronews.blogspot.com]Parabéns pela organização desse site.
ResponderExcluirAproveitando peço que visite o blog de notícias de Salobro - Bahia, www.salobronews.blogspot.com [/url][url=http://www.salobro.com]o maior site de notícias da região[/url].