domingo, 25 de janeiro de 2009

A Síndrome de Gabriela na Educação

Desde criança ouvia dizer que a educação é o maior bem, herança que os pais podem ofertar aos filhos, anunciado sempre nas mídias de massa que a mesma é que iria e irá sancionar problemas do futuro. Agora como docente em formação, percebo a importância que ela tem no que tange o desenvolvimento social, econômico e intelectual do Brasil, bem como, possibilitar que pessoas menos favorecidas consigam êxito profissional e a sua sustentabilidade.
E assim, fui crescendo com um sonho, o de ser educadora, conduzir meus futuros alunos numa conquista sublime a de romper todas as dificuldades e vencer através da educação, mas subitamente encontro no meio educativo a síndrome de Gabriela:
Eu nasci assim,
Eu cresci assim,
Eu sou mesmo assim,
Vou ser sempre assim,
Gabriela, sempre, Gabriela
A educação é assim e será sempre assim, os alunos estão desinteressados, não respeitam mais os professores, não há nada a ser feito, não existe mudança, os métodos aplicados não são favoráveis, as universidades não preparam os profissionais para a prática, são muitas teorias as quais não são condizentes com a realidade. E a síndrome de Gabriela permanece desfavorecendo profissionais repletos de sonhos e claro desqualificando o ensino no país.
A síndrome de Gabriela tem matado profissionais, trazendo descrédito, gerando pessoas estressadas, devido a desvalorização, péssima remuneração. Na universidade em diversos campi do país graduandos fazem os cursos de licenciatura por falta de condições e oportunidades, manchando assim, a imagem do professor. Ou melhor, formando professores e não educadores, professor qualquer pessoa pode ser é aquele que vê apenas a profissão, mas o educador é aquele que ama, é vocacionado que constrói uma história, vive por um ideal de um mundo melhor, independente do salário que possui, ama o que faz, dedicando-se plenamente. Infelizmente no Brasil saem muitos professores da universidade e poucos educadores e, excepcionalmente na sua maioria os mesmos estão imersos e entregues a síndrome de Gabriela, que enquanto existir a educação permanecerá sempre sendo do futuro e nunca um presente do presente, da mudança e do agora. Por fim, finalizo com uma citação do educador Paulo Freire: “Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”.

Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia - Campus XVI - Irecê - BA