A professora de antropologia Elisete Zanlorenzi defendeu tese de doutorado na PUC- Pontifícia Universidade Católica de Campinas, cujo tema foi Preguiça Baiana. O objetivo foi descobrir como a imagem surgiu e se consolidou. O título a priori trouxe indignações para alguns baianos que achavam que a tese reafirmava esse preconceito que os baianos sofrem.
A antropóloga passou 4 anos pesquisando sobre a preguiça baiana que é faceta do racismo. Além disso, a tese sustenta que o baiano é mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do país e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de “festa eterna”.
A imagem da preguiça baiana surgiu do discurso discriminatório contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população. Essa imagem foi propagada pelo Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos ociosos, por causa das suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço.
O discurso discriminatório se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir da década de 40, e é utilizado até os dias de hoje como uma forma de denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos, principalmente os paraibanos. Estes sofrem preconceitos e apelidos discriminantes; são taxados de desqualificados e estabelecem fronteiras simbólicas nessa região.
A pesquisa revelou também que a indústria do turismo vende essa ideia de lazer permanente como uma forma de agregar lucros. Outro setor que reafirma a imagem é o da música por não desmitificar esse estereótipo e permitir que o mesmo seja o diferencial do povo baiano.
A pesquisa expôs alguns dados como de que no período de festas é a época que o baiano mais trabalha, visto que, quem se diverte são os turistas. Uma constatação preocupante é que 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, além de citar o crescimento industrial que a Bahia tem tido nos últimos anos, como o maior pólo petroquímico do país e da forma como vem ocorrendo esse desenvolvimento. Em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América Latina. É considerado pelos especialistas como o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado.
Um exemplo da responsabilidade e trabalho é que uma empresa Xerox do Nordeste, localizada na Bahia foi a única no Brasil a ganhar dois prêmios de qualidade ofertado pela Câmara Americana de Comércio.
Por fim, diante da pesquisa realizada e constatada cabe aos baianos mais iniciativa de repudiar tal apelido e cada dia continuar crescendo e enfrentando essa discriminação.
A antropóloga passou 4 anos pesquisando sobre a preguiça baiana que é faceta do racismo. Além disso, a tese sustenta que o baiano é mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do país e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de “festa eterna”.
A imagem da preguiça baiana surgiu do discurso discriminatório contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população. Essa imagem foi propagada pelo Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos ociosos, por causa das suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço.
O discurso discriminatório se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir da década de 40, e é utilizado até os dias de hoje como uma forma de denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos, principalmente os paraibanos. Estes sofrem preconceitos e apelidos discriminantes; são taxados de desqualificados e estabelecem fronteiras simbólicas nessa região.
A pesquisa revelou também que a indústria do turismo vende essa ideia de lazer permanente como uma forma de agregar lucros. Outro setor que reafirma a imagem é o da música por não desmitificar esse estereótipo e permitir que o mesmo seja o diferencial do povo baiano.
A pesquisa expôs alguns dados como de que no período de festas é a época que o baiano mais trabalha, visto que, quem se diverte são os turistas. Uma constatação preocupante é que 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, além de citar o crescimento industrial que a Bahia tem tido nos últimos anos, como o maior pólo petroquímico do país e da forma como vem ocorrendo esse desenvolvimento. Em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América Latina. É considerado pelos especialistas como o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado.
Um exemplo da responsabilidade e trabalho é que uma empresa Xerox do Nordeste, localizada na Bahia foi a única no Brasil a ganhar dois prêmios de qualidade ofertado pela Câmara Americana de Comércio.
Por fim, diante da pesquisa realizada e constatada cabe aos baianos mais iniciativa de repudiar tal apelido e cada dia continuar crescendo e enfrentando essa discriminação.
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