Nos anos 40, as máquinas eram consideradas depósitos de válvulas e placas e ocupavam um enorme espaço físico sendo de uso restrito, mais especificamente para atividades espaciais nos Estados Unidos. Este por sua vez, desenvolveu um sistema de comunicação através dos computadores, o que hoje é conhecido como a internet, que foi criada com o intuito de usá-la pra fins bélicos no período da Guerra Fria. Na contemporaneidade, a internet é um dos meios de acesso mais utilizados pela população tanto nas atividades lícitas - pesquisa, entretenimento e facilidades, comodidades promovidas por ela como pagar contas em casa, entre outros benefícios - e as ilícitas - crimes, roubos, pedofilia, prostituição entre outras.
A sociedade da informação em que estamos imbuídos tem possibilitado a formação de um novo modelo educacional na contemporaneidade que requer uma postura educativa inovadora. Permite ainda a participação e a cooperação dos aprendizes na construção do conhecimento, modificando assim o papel do docente que no modelo tradicional behaviorista consistia em transmitir conhecimento, sendo ele o detentor único do saber, conceito e prática arcaicos no século XXI, no qual o professor passa a ser orientador e mediador do saber.
Essas mudanças geram questionamentos entre a práxis e a aplicabilidade desses novos saberes, nos quais a tecnologia está presente e o discente tem acesso a uma ferramenta com infindas informações, e mesmo assim com tanta disseminação de saber, para alguns especialistas e historiadores nunca se produziu tão pouco conhecimento. Diante dessa situação, qual o papel das unidades de ensino, visto que, a geração de hoje até mesmo já fora nomeada de ctrl C ctrl V, (teclas do computador que colam e copiam um texto)?
Nesse contexto, em que há muita desmotivação da juventude brasileira, apenas 7% desses jovens ingressam no ensino superior de terceiro grau (IBGE, 2008), dados preocupantes, pois cada dia aumenta as exigências do mercado de trabalho. Dessa forma, surge o questionamento: o que será dessa juventude? As opções são escassas sobrando o tráfico de drogas, a bandidagem como meio de sobrevivência ou viver abaixo da linha de pobreza.
Como disse o educador Paulo Freire, em Brasília no ano de 1997: “Não é possível refazer este país, democratizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo sonhos, inviabilizando o amor... Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, dos direitos e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não com a sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos”.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no capítulo III, referente à Educação, no Art. 205 subscreve: “A educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. No Art. 206, Parágrafo II – “Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte do saber. Então cabe a cada um de nós cidadãos analisarmos se a educação tem possibilitado o que assegura a Constituição”.
Partindo dessa premissa, será que os docentes em formação e os formados têm permitido esse acesso e disseminado a esperança aos seus discentes e promovido um ensino prazeroso através desse instrumento precioso chamado EducAÇÃO? Infelizmente, muitas vezes a classe de professores usa desculpas como: a desvalorização, os baixos salários, o cansaço entre outros, para esconder a incapacidade de ensinar e negam o conhecimento e a autenticidade de ser educador. Mediante a tais fatos, a educação permanece sendo um dos meios capazes, talvez único de mudar o país que temos, assim como fora o instrumento de transformação do Japão pós a bomba que destruiu Hiroshima e Nagasaki.
Stelina Vasconcelos
Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus XVI.
e-mail: stelinavasconcelos@hotmail.com
blog: http://stelina-vasconcelos.blogspot.com/
A sociedade da informação em que estamos imbuídos tem possibilitado a formação de um novo modelo educacional na contemporaneidade que requer uma postura educativa inovadora. Permite ainda a participação e a cooperação dos aprendizes na construção do conhecimento, modificando assim o papel do docente que no modelo tradicional behaviorista consistia em transmitir conhecimento, sendo ele o detentor único do saber, conceito e prática arcaicos no século XXI, no qual o professor passa a ser orientador e mediador do saber.
Essas mudanças geram questionamentos entre a práxis e a aplicabilidade desses novos saberes, nos quais a tecnologia está presente e o discente tem acesso a uma ferramenta com infindas informações, e mesmo assim com tanta disseminação de saber, para alguns especialistas e historiadores nunca se produziu tão pouco conhecimento. Diante dessa situação, qual o papel das unidades de ensino, visto que, a geração de hoje até mesmo já fora nomeada de ctrl C ctrl V, (teclas do computador que colam e copiam um texto)?
Nesse contexto, em que há muita desmotivação da juventude brasileira, apenas 7% desses jovens ingressam no ensino superior de terceiro grau (IBGE, 2008), dados preocupantes, pois cada dia aumenta as exigências do mercado de trabalho. Dessa forma, surge o questionamento: o que será dessa juventude? As opções são escassas sobrando o tráfico de drogas, a bandidagem como meio de sobrevivência ou viver abaixo da linha de pobreza.
Como disse o educador Paulo Freire, em Brasília no ano de 1997: “Não é possível refazer este país, democratizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo sonhos, inviabilizando o amor... Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, dos direitos e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não com a sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos”.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no capítulo III, referente à Educação, no Art. 205 subscreve: “A educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. No Art. 206, Parágrafo II – “Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte do saber. Então cabe a cada um de nós cidadãos analisarmos se a educação tem possibilitado o que assegura a Constituição”.
Partindo dessa premissa, será que os docentes em formação e os formados têm permitido esse acesso e disseminado a esperança aos seus discentes e promovido um ensino prazeroso através desse instrumento precioso chamado EducAÇÃO? Infelizmente, muitas vezes a classe de professores usa desculpas como: a desvalorização, os baixos salários, o cansaço entre outros, para esconder a incapacidade de ensinar e negam o conhecimento e a autenticidade de ser educador. Mediante a tais fatos, a educação permanece sendo um dos meios capazes, talvez único de mudar o país que temos, assim como fora o instrumento de transformação do Japão pós a bomba que destruiu Hiroshima e Nagasaki.
Stelina Vasconcelos
Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus XVI.
e-mail: stelinavasconcelos@hotmail.com
blog: http://stelina-vasconcelos.blogspot.com/
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