Resumo
A Educação do campo no semiárido possui suas especificidades e requer uma formação adequada por parte dos docentes que atuam na zona rural. Nesse ínterim o professor que desempenha suas atividades no campo exerce um papel fundamental para o êxito dos projetos de educação ambiental, que visam a sensibilização de sujeitos preocupados com a preservação e convivência com o semiárido. Esta investigação primou por analisar os conhecimentos dos professores da Escola Municipal Cleriston Andrade, localizada na comunidade de Larga do Eloi, município de Jussara, sobre a agricultura familiar, educação do campo e do semiárido brasileiro e a partir da mesma, discutiu-se alternativas e tecnologias de convivência com o semiárido desenvolvido pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, para fins de propor atividades de desenvolvimento sustentável do campo. Para tais constatações o método utilizado foi a pesquisa qualitativa e a coleta de dados para a investigação ocorreu por meio de questionário semi-estruturado no período de junho a agosto de 2011. Os resultados indicaram que 100% dos docentes pesquisados informaram que em sua formação não receberam subsídios para trabalhar com as temáticas de educação do campo ou rural, agricultura familiar e convivência com o semiárido. Contudo, apenas 33,3% afirmaram ter ouvido sobre a temática de educação ambiental. Conclui-se a necessidade de investimentos na formação continuada dos docentes, bem como, pensar propostas que visem à valorização do homem do campo no espaço formal de educação.
Palavras-chave: Educação do Campo, Formação de Professores e Agricultura Familiar.
Stelina Moreira de Vasconcelos Neta¹;
Sandra Maria Ferreira Amim¹;
Marilza da Silva Costa²;
Darcy Ribeiro de Castro³
¹Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA e-mail: stelinavasconcelos@hotmail.com, sandra_amim@hotmail.com;
² Professora Mestre da Universidade do Estado do Mato Grosso;
³ Professor Mestre da Universidade do Estado da Bahia
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